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Pergunte à Aracruz
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A Série Aracruz Responde, criada pela Aracruz Celulose e a
revista Superinteressante, chegou ao fim.

Entre novembro de 2006 e fevereiro de 2008 buscamos
esclarecer aqui as maiores dúvidas dos leitores sobre o
eucalipto, a produção de celulose e papel, preservação
ambiental, consumo, entre outras.

As 4 edições dos publieditoriais publicados na revista, assim
como as respostas para as perguntas enviadas por nossos
leitores, continuarão disponíveis neste
site para acesso.
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a um amigo.
 
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Maio de 2007
ARACRUZ - A missão do papel na conservação
Tudo que o homem consome vem da natureza: do papel higiênico ao chip eletrônico. Conservá-la, além de uma questão de sobrevivência para o planeta, é importante para suprir as necessidades do homem moderno. Assim, fazer bom uso dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, preservá-los é o grande desafio de empresas como a Aracruz, que tem consciência de suas responsabilidades, como você vai ver nesta terceira edição de ARACRUZ RESPONDE.
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Somente o governo pode criar reservas naturais?
Antes, só o Governo criava reservas naturais. Hoje, qualquer dono de terra pode manter uma reserva e contribuir para preservação. São as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Criadas quando o proprietário quer preservar a floresta, e assim, receber incentivos fiscais. O Brasil tem 425 RPPNs, com 442 mil hectares. Nos últimos meses, a Aracruz Celulose registrou três: O Recanto das Antas, a Retinga de Aracruz e a Mutum Preto. São 2.938 hectares localizados no Espírito Santo. A empresa também está requerendo a criação de mais uma, na Bahia: a Esperançã do Beija-Flor, com 2.925 hectares.
Em 2006, a Aracruz registrou pedido para a criação da RPPN de Cassuburá, também na Bahia, com 244 hectares. Essas RPPNs ampliam o corredor de proteção da Mata Atlântica. como o maior perigo para a floresta é a invasão de exploradores, a segurança patrimonial da Aracruz evita que se destrua o pouco que restou do que foi a maior floresta tropical do País.
O que restou da mata atlântica?
Quase nada. Uma história de séculos de ocupação humana provocou a destruição de uma das maiores florestas tropicais do mundo. Uma faixa de terra com 1,3 milhão de km², margeando o litoral brasileiro, do Rio Grande do Sul ao Piauí, era a Mata Atlântica. Hoje, 93% dessa floresta que os portugueses encontraram assim que chegaram à Terra Brasilis estão destruídos. Portanto, todo esforço é pouco para preservar o que restou. Há 40 anos, quando a Aracruz chegou à região do Espírito Santo para plantar eucalipto, as áreas em que se instalou já estavam quase todas desmatadas pelas plantações de café e pela exploração de madeira. Hoje, além dos 279 mil hectares de plantio de eucalipto, a empresa tem 154 mil hectares de reservas nativas predominantemente na Mata Atlântica, que são vigiadas para evitar a depredação ambiental e formam uma das áreas mais homogêneas desse sistema. As áreas plantadas também ajudam a evitar a aproximação de exploradores e a manter a biodiversidade local.
Quantas aves estão ameaçadas de extinção no Brasil?
Segundo o Ibama, o Brasil tem 160 espécies de aves consideradas ameaçadas de extinção. O monitoramento feito pela Aracruz nas áreas da Unidade Barra do Riacho, no Espírito Santo e sul da Bahia, já identificou 464 espécies de aves utilizando essas áreas. Algumas, por exemplo, usam os locais de plantio de eucalipto para pernoitar. Desse total, 13 são consideradas ameaçadas de extinção. O monitoramento permanente já registrou boas notícias, como o reencontro de grupos de papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) numa região onde a espécie era considerada extinta. O papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha), endêmico da Mata Atlântica e ameaçado de extinção, é constantemente observado nas áreas de plantio de eucalipto e reservas nativas. Os técnicos e biólogos associados à Aracruz também marcaram com pequenos anéis numerados 17 indivíduos de Glaucis dohrnii, um beija-flor que pode ser extinto do planeta se não tiver onde viver
Como o reflorestamento ameniza as mudanças climáticas no mundo?
Praias sumindo, dias cada vez mais quentes, vegetação secando, icebergs derretendo... As mudanças climáticas, agravadas pela poluição, estão aí para quem quiser ver. O chamado efeito estufa é um dos grandes culpados. Causado por gás carbônico (CO2) emitido por fábricas, automóveis, aviões e quase tudo que o homem moderno usa, esse efeito faz literalmente a
Terra virar uma estufa, não deixando o calor se propagar para além da atmosfera. Uma estimativa da ONU (Organização das Nações Unidas) mostra que, em média, um habitante urbano libera 7 toneladas de CO2 por ano no seu dia-a-dia. Para amenizar esse problema, há duas saídas básicas: deter de vez a emissão de carbono para a atmosfera ou pelo menos diminuir a emissão de gases de efeito estufa. As árvores ajudam, por meio da fotossíntese, retendo carbono e liberando oxigênio. Veja a figura abaixo. Segundo os cálculos da ONU, cada habitante precisaria plantar 38,9 árvores para amenizar a quantidade que emite. Mas como a maioria das pessoas não tem lugar em casa nem para plantar uma árvore sequer, o papel das empresas é fundamental, principalmente daquelas que têm na floresta sua matéria-prima. A Aracruz promove reflorestamento e mantém e recupera florestas nativas. Desde 2003, a empresa monitora quanto retém e emite de carbono no ar. O saldo é positivo. Em 2006, enquanto a produção de celulose emitiu 930 mil toneladas de CO2 para o ar, suas florestas de eucalipto contabilizaram 36 milhões de toneladas de carbono no solo; e suas florestas nativas, 5,2 milhões de toneladas de carbono no solo.
Uma fábrica pode gerar sua própria energia?
A autogeração de energia é um grande desafio para vários setores produtivos. Além de baratear os custos da produção, quando a fábrica gera sua própria energia está ajudando o meio ambiente, evitando, por exemplo, o desperdício. Na unidade fabril de Barra do Riacho da Aracruz (ES), 100% da energia elétrica é gerada lá mesmo. Na Unidade Guaíba (RS), o índice é um pouco menor, de aproximadamente 74%. São 213 MWh de energia gerados pelas duas unidades, o necessário para abastecer uma cidade com cerca de 750 mil habitantes. Nelas, todo resíduo é aproveitado como energia durante a produção. Exemplo é a lignina, um composto que sai da madeira durante o processo de produção da celulose. Com grande teor calórico, a lignina é o principal combustível
para a geração da energia que movimenta os equipamentos que transformam a madeira em celulose. Além disso, a Aracruz usa biomassa que sobra do seu processo de produção para gerar mais energia.
Como funciona o manejo ambiental do eucalipto?
O manejo das florestas de eucalipto é fundamental para que se obtenha alta produtividade em harmonia com o meio ambiente. No caso da Aracruz, as florestas plantadas são intercaladas com florestas nativas, garantindo diversidade biológica e equilíbrio ecológico. Pesquisas feitas por universidades nacionais e internacionais identificam características químicas, físicas e biológicas dos solos, resultando em práticas sustentáveis de cultivo. As cascas das árvores, por exemplo, ficam no campo, nutrindo e conservando os solos. A Aracruz também prioriza o controle de pragas e doenças por meio de inimigos naturais. Quando isso não é possível, são usados defensivos agrícolas das categorias menos tóxicas. Vale lembrar ainda que a área plantada pela empresa é certificada pelo Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal), garantia de bom manejo.
 
O eucalipto resseca o solo?
Não. As raízes do eucalipto, assim como as de outras espécies arbóreas cultivadas, como laranja e manga, ficam muito longe do lençol freático. Veja a figura abaixo. Assim, a água disponível para o eucalipto crescer vem da camada superficial do solo. As florestas plantadas de eucalipto consomem a mesma quantidade de água que as nativas, mas são mais eficientes na conversão de água em madeira, pois crescem mais depressa. O eucalipto consome em média 0,43 m³ de água para produzir 1 kg de madeira. A floresta nativa, 1,3 m³. Além disso, mais água da chuva chega ao solo das florestas plantadas, porque, nas nativas, boa parte da água fica nas copas das árvores.
 
Conteúdo publicitário produzido pela Área de Projetos Especiais do Núcleo Jovem da Editora Abril, sob encomenda da Aracruz.