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A Série Aracruz Responde, criada pela Aracruz Celulose e a
revista Superinteressante, chegou ao fim.

Entre novembro de 2006 e fevereiro de 2008 buscamos
esclarecer aqui as maiores dúvidas dos leitores sobre o
eucalipto, a produção de celulose e papel, preservação
ambiental, consumo, entre outras.

As 4 edições dos publieditoriais publicados na revista, assim
como as respostas para as perguntas enviadas por nossos
leitores, continuarão disponíveis neste
site para acesso.
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Fevereiro de 2007
No mundo globalizado, um dos papéis da Aracruz é fornecer matéria-prima. Afinal, é das suas máquinas que sai a celulose para diversas indústrias de papel. E o que ela produz não é pouco. Só em 2006, 3 milhões de toneladas de celulose,
produzidas pela Aracruz, viraram papel. Comercializar esse volume, de maneira eficaz e responsável, não é uma tarefa fácil. Nesta edição, a Aracruz tira suas dúvidas sobre questões estratégicas desse setor, que tem um passado secular e uma complexa produção e distribuição. Conheça alguns detalhes da produção de celulose e papel no Brasil e no mundo.
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A produção de papel, quando ele surgiu, era artesanal. Foi no século 19 que fazer papel começou a tomar os moldes atuais. Vários fatores propiciaram sua industrialização. O surgimento da tipografia deu o impulso necessário. Por volta de 1840, na Alemanha, iniciou-se a produção, mecânica e em escala, da celulose. Poucas décadas depois, começava-se a delinear a história de uma grande fabricante de papel da atualidade, a Stora Enso. Na segunda metade do século 19, surgiam serrarias como a Stora Kopparbergs, na Suécia, em 1862; a Enso Oyj, na Finlândia, em 1872, e a E. Holtzmann, na Alemanha, em 1883. Na virada do século, elas iniciaram a produção e comercialização de papel. Essas empresas cresceram e acabaram unidas quase um século depois, formando a Stora Enso em 1998. A Aracruz é parceira dessa multinacional desde 2001, com a joint-venture Veracel, na Bahia.
Para cargas como madeira, soja, celulose ou minérios, que são levadas às toneladas, sem dúvida, os meios fluvial ou marítimo são os mais baratos. Barcaças e navios gastam menos. Com 1 litro de combustível e 1 tonelada de carga, um caminhão consegue percorrer 25 km; um trem, 86 km, e um barco, 219 km. Além da questão do combustível, outros fatores explicam a vantagem econômica dos barcos. O custo de construção de um porto de cargas é mais baixo que o sistema de trilhos e estações de trem ou o asfalto para estradas. O impacto ambiental também é menor quando o leito necessita de poucos desvios. O problema é que nem em todo lugar há rio ou mar ou é possível navegá-los. A Aracruz opta pelo transporte multimodal, que une os três meios, e está ampliando as áreas de abrangência do transporte fluvial o Rio Grande do Sul, assim, mais barcaças vão percorrer o Rio Jacuí para abastecer a produção.
 
O posto de campeão na produção mundial de papel e de celulose é dos Estados Unidos. O país também é o maior consumidor de papel do mundo. São mais de 50 milhões de toneladas de celulose por ano. O Brasil está em sétimo lugar com uma produção anual de 10 milhões. Só a Aracruz é responsável pela comercialização de quase 30% da celulose de eucalipto no mundo. O Brasil é o principal representante da América Latina, num mercado dominado por asiáticos, como China e Japão, ou países desenvolvidos, como Suécia e Canadá. Na produção de papel, o Brasil está em 11º lugar, com 8 milhões de toneladas anuais, e, como no caso da celulose, é o principal representante latino-americano na elite de produção dos diversos tipos de papel que circulam pelo mundo.
 
Por décadas do século passado, a falta de preocupação com o meio ambiente provocou sérios problemas para o nosso planeta. As indústrias não sabiam nada de ecologia. Os acidentes ambientais eram comuns. As cidades e as fábricas proliferaram e o problema foi se agravando. Hoje, o grande desafio das indústrias, em geral, é conseguir atenuar ou evitar os impactos negativos, sejam ambientais ou sociais, de sua produção. As empresas que conseguem gerenciar esses impactos estão sendo valorizadas. Afinal, o futuro da sociedade e das indústrias depende diretamente da capacidade de usar os recursos naturais sem destruir o planeta. Desde 1999, a Bolsa de Nova York, a mais importante bolsa de valores do mundo, criou o Dow Jones Sustainability Index (Índice Dow Jones de Sustentabilidade), do qual só faz parte um seleto grupo de empresas que demonstram um compromisso efetivo com o futuro. São usados 23 critérios, como governança corporativa, gestão de crise e riscos, ecoeficiência, gestão ambiental etc. Atualmente, esse grupo se compõe de 318 empresas, abrangendo 58 setores e 24 países. A Aracruz é a única empresa do mundo do setor de celulose incluída na lista. Para os homens de negócios, ações dessas empresas são investimentos de longo prazo. Seguindo a mesma linha, a Bolsa de Valores de São Paulo criou seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), o único do gênero na América Latina e no qual a Aracruz também aparece. Afinal, os investidores já perceberam que melhorias sociais e conservação ambiental são dividendos para nossos netos, bisnetos e tataranetos.
O apagão florestal é uma ameaça ao setor produtivo que depende de madeira no Brasil. Apesar de o país ter 900 milhões de km2 (o equivalente a 3,5 estados de São Paulo) de área desmatada apta para ser plantada, as dificuldades são muitas para um setor relevante que contribui com 4% do PIB brasileiro. A falta de incentivo ao reflorestamento preocupa tanto quem fabrica celulose quanto quem comercializa madeira serrada para móveis, pisos e acabamentos ou simplesmente para geração de energia, como carvão e lenha. Para tentar reverter essa situação, a Aracruz trabalha fortemente para aumentar a produtividade de seus plantios. Além disso, através do Programa Produtor Florestal, tem apoiado o plantio de eucalipto por pequenos e médios agricultores, oferecendo mudas de alta qualidade, assistência técnica e incentivos econômicos. Graças a esse esforço, atualmente a Aracruz é auto-suficiente na obtenção de sua matéria-prima.
 
Esse é um desafio atual para toda a indústria: criar processos cada vez mais eficientes, reduzindo o consumo de energia e matérias-primas e a geração de resíduos durante a produção. A Aracruz possui um sofisticado reaproveitamento de resíduos nas etapas de seu processo de produção. No cozimento da madeira, o material residual é um licor negro rico em carboidratos que é evaporado e queimado para gerar energia para a própria fábrica. No branqueamento, várias substâncias são adicionadas para purificar a pasta celulósica. Na Aracruz, elas são dosadas de forma a evitar o desperdício. O resíduo é tratado, quando não é reaproveitado no próprio processo ou aproveitado por outras indústrias parceiras da Aracruz. E os restos de madeira também são transformados em energia nas fábricas. A outra parte destes resíduos fica na própria floresta como adubo orgânico.
 


Conteúdo publicitário produzido pela Área de Projetos Especiais do Núcleo Jovem da Editora Abril, sob encomenda da Aracruz.