A Série Aracruz Responde, criada pela Aracruz Celulose e a
revista Superinteressante, chegou ao fim.
Entre novembro de 2006 e fevereiro de 2008 buscamos
esclarecer aqui as maiores dúvidas dos leitores sobre o
eucalipto, a produção de celulose e papel, preservação
ambiental, consumo, entre outras.
As 4 edições dos publieditoriais publicados na revista, assim
como as respostas para as perguntas enviadas por nossos
leitores, continuarão disponíveis neste
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Dezembro de 2006

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Sabe o saco de pão da padaria? A caixa de papelão da televisão? Lá estão os verdadeiros tons de papel, na verdade, os tons da pasta celulósica. Brancos mesmo são os papéis que usamos pra escrever ou do guardanapo. Mas o branqueamento da pasta celulósica acontece bem antes, no processo de purificação, quando se extrai a celulose da madeira. A Aracruz faz o branqueamento em uma sequência de etapas, tratando o produto com substâncias como peróxido de hidrogênio, dióxido de cloro, oxigênio e soda cáustica. Depois fica para quem compra a celulose da Aracruz definir o tipo de papel que quer fabricar e qual cor. Aliás, pode-se até pintar em cima, como nos guardanapos das festas de crianças.

O eucalipto perfuma, limpa e cura as pessoas, entre outras coisas. Das folhas da árvore vem o eucaliptol, que é usado para fazer remédios bronco-dilatadores, por exemplo. Muitos produtos para limpar banheiro têm o cheiro higiênico do eucalipto. A indústria de perfumes também o utiliza nas suas fórmulas. Por fim, da madeira do eucalipto sai a celulose que vira papel. Aliás, o eucalipto bem cultivado tem o dobro da produtividade de qualquer outra árvore. Presente também naqueles postes de luz que hoje só existem nas áreas rurais, o eucalipto é matéria-prima ainda de lindos e resistentes móveis, como os fabricados com Lyptus®, a madeira desenvolvida e produzida pela Aracruz Produtos de Madeira.

Pintar nas paredes era algo que o homem já fazia antes mesmo de saber construir sua própria casa. A escrita, esse monte de símbolos que faz a gente ser compreendido, surgiu cerca de 3.000 anos antes de Cristo, quando os sacerdotes sumérios decidiram registrar os objetos que entravam e que saíam dos seus templos. Já o papel veio bem depois. No ano 105 d.C., o chinês T'sai Lun misturou cânhamo, cálcio, alumínio e sílica e o inventou. Trapos e plantas de várias formas foram, por séculos, sua matéria-prima. Mas, observando vespas, no século 18, o naturalista francês Réaumur viu que elas usavam pedaços de madeira para fazer pequenos tecidos parecidos com o papel. No entanto, só no século 19, quando a demanda por esse material tomou força, é que foi descoberta uma forma de desenvolver o potencial da madeira como fonte principal na produção industrial de papel. Hoje, bem sofisticada, a fabricação envolve uma cadeia de processos, num dos quais a Aracruz participa de maneira fundamental: a produção de celulose.

Bom, como líderes no consumo de tudo neste planeta, os Estados Unidos são também o país que mais usa papel no mundo. São 300 quilos de papel por habitante por ano. A média mundial é de 56. E o Brasil está bem abaixo: 39,5 quilos de papel por habitante. Papel, então, funciona como um bom medidor da riqueza de um país. Aproveitando o alto consumo mundial, a Aracruz exporta quase toda a celulose que produz. Os principais destinos são Estados Unidos, Europa e China. Aliás, este último está chegando perto dos Estados Unidos no consumo de papel, mais uma prova de que a demanda desse material pode mostrar o crescimento de países como a emergente China, que, para alguns economistas, será a próxima potência econômica mundial.

Essa é uma das discussões mais atuais nos meios acadêmicos, entre homens de negócios ou especialistas de várias áreas. A explosão da Internet é um fato. No Brasil, o número de usuários da rede cresce 65% ao ano. Já para o papel, o consumo aumenta cerca de 6% ao ano no mundo. Para os mais afoitos, esses números podem indicar o fim do papel. Mas é bom lembrar aos alarmistas que, além do papel da impressora doméstica, o produto está em tudo que é lugar: na caixinha do software, no guardanapo, no papel higiênico, em praticamente todas as atividades humanas de hoje. E, apesar de o crescimento dos usuários da Internet ser maior, o papel existe há muito mais tempo que a net.

Esse é um desafio atual para toda a indústria: criar processos cada vez mais eficientes, reduzindo o consumo de energia e matérias-primas e a geração de resíduos durante a produção. A Aracruz possui um sofisticado reaproveitamento de resíduos nas etapas de seu processo de produção. No cozimento da madeira, o material residual é um licor negro rico em carboidratos que é evaporado e queimado para gerar energia para a própria fábrica. No branqueamento, várias substâncias são adicionadas para purificar a pasta celulósica. Na Aracruz, elas são dosadas de forma a evitar o desperdício. O resíduo é tratado, quando não é reaproveitado no próprio processo ou aproveitado por outras indústrias parceiras da Aracruz. E os restos de madeira também são transformados em energia nas fábricas. A outra parte destes resíduos fica na própria floresta como adubo orgânico.

Obviamente depende do tipo de papel e do eucalipto. Vamos adotar, então, o papel do tipo A4 (21cm x 29,7cm), um dos mais usados no mundo, e uma árvore com mais de 7 anos (idade do corte) de uma floresta plantada de eucalipto com bom índice de crescimento, como as cultivadas pela Aracruz.









