A Série Aracruz Responde, criada pela Aracruz Celulose e a
revista Superinteressante, chegou ao fim.
Entre novembro de 2006 e fevereiro de 2008 buscamos
esclarecer aqui as maiores dúvidas dos leitores sobre o
eucalipto, a produção de celulose e papel, preservação
ambiental, consumo, entre outras.
As 4 edições dos publieditoriais publicados na revista, assim
como as respostas para as perguntas enviadas por nossos
leitores, continuarão disponíveis neste
site para acesso.
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O eucalipto é a árvore ideal para ser matéria-prima de diversos tipos de papel que consumimos, graças às qualidades individuais de sua madeira, como a fibra curta e resistente. Nas próximas páginas, você vai conhecer um pouco mais sobre esse tipo de árvore. A Aracruz Celulose responde a suas dúvidas sobre a história e as características do eucalipto, principalmente o cultivado pela empresa há 40 anos no Brasil e que segue pelo mundo em forma de celulose.

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Muitas, mais de 600 espécies. Tem tudo que é tipo de eucalipto, que serve para coisas bem diferentes, de remédios até celulose. É base para, por exemplo, xaropes que ajudam nosso pulmão a ficar saudável. O eucalipto também é bastante usado como desinfetante ou em cosméticos. A sua madeira serve para produzir carvão e também tábuas, sarrafos, lambris, ripas e vigas. E a Aracruz Produtos de Madeira produz a madeira Lyptus®, que depois se torna móveis e ajuda a decorar interiores. Para a celulose, seu principal produto, a Aracruz cultiva espécies que têm os “sobrenomes” Grandis, Urophylla, Saligna, Globulus e Dunnii. E essas espécies, principalmente a Grandis e a Urophylla, ainda se misturam em híbridos. Há 40 anos a Aracruz desenvolve pesquisa e consegue clones que podem produzir papéis de melhor qualidade. Esses clones são multiplicados em viveiros de produção de mudas e dali vão para as plantações da própria Aracruz ou dos agricultores que são parceiros da empresa.

Embora pouca gente saiba, o eucalipto é originário da Austrália e da Indonésia, onde existem florestas nativas desta árvore. Aos poucos, as várias espécies se espalharam pelo mundo junto com a Revolução Industrial. No Brasil, a planta chegou com o Império. Alguns dizem que as duas primeiras árvores foram plantadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1824. Mas começou a se transformar em uma árvore economicamente viável no início do século 20, com as primeiras plantações no interior paulista, vizinhas de grandes plantações de café. Já o nome eucalipto vem do grego e quer dizer “bem coberto”. Isso porque os botões de várias espécies de eucalipto são cobertos com uma membrana fina que os protege. Hoje, a árvore, que é a matéria-prima de grande parte dos papéis consumidos no mundo, está espalhada pelo planeta.

Não, outras árvores, como os pínus ou as acácias, também são matéria-prima para os papéis. Mas o eucalipto confere propriedades muito apreciadas pelos fabricantes. E por isso é o mais utilizado para produtos tão diversos como o papel higiênico, papéis de escrita e impressão ou fotográficos. Os diversos tipos de pinheiro servem mais para embalagens como as pastas de escola ou o papelão que embrulha aparelhos eletrônicos. Além dessas duas espécies, as acácias tropicais, por exemplo, são muito usadas nas fábricas da Indonésia. Já no Brasil, a prevalência é de eucaliptos, que se adaptam muito bem ao clima e solo brasileiros.

Como existem mais de 600 espécies de eucalipto, os ciclos de vida podem ser diferentes. Nas regiões de origem dessas árvores, existem diferentes espécies vivas que têm mais de 100 anos de idade. Os eucaliptos cultivados pela Aracruz para a produção de celulose têm um ciclo rápido, de até sete anos. Após um bom preparo e fertilização do solo, que inclui quase uma dezena de nutrientes, a muda do eucalipto pode ser plantada. A eficiência desse ciclo faz com que a Aracruz consiga produzir no Brasil cerca de 3 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano. A árvore cresce rápido, mas, como quase todo ser vivo, tem uma fase em que o crescimento é maior e a planta, digamos, espicha. Isso acontece dos dois aos quatro anos, quando a árvore chega a se desenvolver cerca de 1 cm por dia. Veja como é o ciclo médio de crescimento do eucalipto.


Junto com a falsa idéia de que o eucalipto seca o lençol freático, existe a crença de que ele acaba com os nutrientes do terreno. Quando bem tratado, o eucalipto não prejudica o solo. As árvores cultivadas pela Aracruz, por exemplo, recebem reforço de calcário, além de reposição de nitrogênio, potássio, fósforo, boro e zinco. São feitas análises no terreno e nas folhas das árvores para garantir a manutenção de um solo saudável e produtivo. Além disso, as cascas, os galhos e as folhas que são cortados voltam para a terra na forma de adubo orgânico. Devido a estas precauções, as plantações de eucalipto da Aracruz convivem em harmonia com as matas nativas, suas vizinhas, que têm um importante papel na preservação da Mata Atlântica.

Não é um trabalho fácil. Árvores de climas temperados, como os pinheiros do norte da Europa ou do sul da América do Sul, que são marcados pela acentuada transição de estações do ano, podem ter suas idades detectadas pela contagem dos anéis que se desenham na seção transversal do tronco. No inverno, essas espécies param de crescer. Essa “hibernação” cria os anéis, que podem ser facilmente visualizados. Já nas florestas tropicais, as árvores têm um crescimento relativamente constante, graças ao clima menos variável, úmido e quente. Por isso, para saber a idade de uma árvore de eucalipto nos trópicos, é preciso compará-la a outras de uma mesma região, que já tenham sido medidas em diferentes idades e que tenham altura e diâmetro similares.

É uma missão complicada preservar uma floresta, principalmente quando é uma plantação homogênea, como a de eucalipto para produção de celulose. Além de todos os cuidados com a nutrição das plantas, é preciso muita atenção com as pragas, que normalmente são insetos ou microscópicos parasitas, que atacam e se dispersam rapidamente por todas as árvores da mesma espécie. No caso da Aracruz, a seleção de clones mais tolerantes ajuda na resistência à proliferação de algumas doenças. Outras são combatidas com produtos biológicos, que, por exemplo, podem atrair os parasitas e inibir sua reprodução, ou predadores naturais como insetos, que se alimentam dos parasitas.
No caso das formigas, que são um grande problema para os eucaliptos, são usados formicidas de baixa toxicidade e de maneira controlada (somente quando há dano econômico). Quanto aos incêndios, outro risco para as florestas, a Aracruz tem um sistema de vigilância que envolve mais de 500 funcionários treinados para identificar e combater focos de queimadas, e mais de 20 torres de vigilância que se espalham pelas plantações. Outra medida tomada, que é comum em áreas onde há outros plantios, é a criação de aceiros. Eles são como valas que separam as áreas de eucalipto de outras plantações e também de florestas nativas vizinhas. Assim, se um incêndio surgir em uma determinada área, não se espalha pelas outras, já que não existe contato direto.
No caso das formigas, que são um grande problema para os eucaliptos, são usados formicidas de baixa toxicidade e de maneira controlada (somente quando há dano econômico). Quanto aos incêndios, outro risco para as florestas, a Aracruz tem um sistema de vigilância que envolve mais de 500 funcionários treinados para identificar e combater focos de queimadas, e mais de 20 torres de vigilância que se espalham pelas plantações. Outra medida tomada, que é comum em áreas onde há outros plantios, é a criação de aceiros. Eles são como valas que separam as áreas de eucalipto de outras plantações e também de florestas nativas vizinhas. Assim, se um incêndio surgir em uma determinada área, não se espalha pelas outras, já que não existe contato direto.










